O papel da gestão de crise durante a pandemia
Os impactos sociais e econômicos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus estão sendo notados e sentidos por diversas empresas. A economia brasileira retraiu, aponta o mais recente Relatório de Inflação realizado pelo Banco Central, que reduziu de 3,8% para 3,6% a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Em um país com dimensões continentais e uma população de 212 milhões de habitantes, fica mais difícil mensurar esses números, porém, ainda assim, dá para ter uma ideia de que o impacto da pandemia no mercado formal não foi pequeno. Em números, cerca de 4% dos postos com carteira no país deixaram de existir em apenas quatro meses.
Como superar todos esses desafios?
Todas essas mudanças têm demandado das empresas (de diferentes segmentos) a realocação de recursos e investimentos mais direcionados às inovações tecnológicas. Embora exista uma percepção já formada sobre a volatilidade do mercado, ainda assim é difícil para qualquer empresa estar preparada para uma crise, não é?
Parcialmente. E sabe o que isso quer dizer? Que é difícil, mas não impossível. Leia o post até o fim para descobrir o porquê.
O papel da Gestão de Crise
Esse cenário de anormalidade que estamos vivendo se enquadra como um bom exemplo para justificar por que ter um plano de Gestão de Crise é fundamental para qualquer organização, independentemente do seu porte ou da qualidade de sua gestão organizacional.
A metodologia ajuda a prever problemas sérios que podem causar grandes prejuízos e também a preparar a empresa para enfrentá-los da melhor forma possível.
Mas, o que de fato é a Gestão de Crise?
Trata-se de uma metodologia que concentra estratégias e ações com a finalidade de reduzir ou reverter consequências negativas geradas por esses problemas, que podem impactar desde a saúde financeira da empresa até a imagem da organização perante os seus colaboradores e o mercado.
Aspectos que devem fazer parte de um plano de Gestão de Crise
Notar com antecedência ou ter uma resposta rápida diante de uma crise é essencial para garantir a sobrevivência do negócio. Por isso, o primeiro passo que a empresa deve dar é compreender que está em um período de vulnerabilidade.
Por que esse reconhecimento?
A tendência de muitas empresas ao se depararem com uma crise é agir como se nada estivesse acontecendo, o que é um grande atraso na tomada de decisões e cria um clima de instabilidade total entre a empresa, os stakeholders e até mesmo entre colaboradores.
A consequência é o enfraquecimento da confiança por parte de todos os envolvidos e possíveis complicações no relacionamento com o cliente, que levam à diminuição da receita e à desvalorização da empresa no mercado.
Portanto, a Gestão de Crise tenta evitar problemas futuros, mas para que ela seja realmente eficiente, todos os processos precisam ser bem estruturados.
Abaixo separamos alguns aspectos que devem estar presentes em um plano de Gestão de Crise eficaz:
Comitê de Crise
Um plano de Gestão de Crise não se faz sozinho, por isso é preciso, primeiramente, criar um Comitê de Crise para fazer valer as próximas orientações.
Nesse comitê é fundamental incluir profissionais de todos os setores, com o intuito de reunir opiniões diversas e ter uma visão mais ampla do funcionamento da empresa. Cada um pode colaborar apresentando as vulnerabilidades do seu setor, para que possam ser resolvidas antes mesmo de uma possível crise.
Avaliação
Após a formação do Comitê de Crise, mas antes de colocar qualquer medida em prática, é necessário conhecer profundamente todos os processos da empresa e qual é o status atual de cada um, ou seja, mapear o que está funcionando corretamente e o que precisa ser melhorado.
Redução de Custos
Reduzir custos supérfluos e controlar despesas não deve acontecer somente quando as receitas ficam bastante reduzidas, o que geralmente acontece durante uma crise. A empresa precisa ter um controle mais estruturado e solidificado em relação aos custos fixos e dispensáveis, para que em um momento de emergência saiba exatamente o que cortar sem prejudicar o funcionamento dos setores essenciais.
Otimização dos Processos
Duas atitudes que fazem a diferença: Mapeamento e Gestão de Processos!
Realizar essas duas tarefas torna as etapas mais eficientes, diminuindo as chances de erro e os custos desnecessários. Organizar processos faz com que o trabalho seja mais produtivo, mas para isso é preciso ter ferramentas que auxiliem e deem o suporte necessário.
Os sistemas de folha de pagamento e os softwares de tecnologia para empresas de Recursos Humanos, por exemplo, automatizam, aceleram e facilitam os processos relacionados à Folha de Pagamento e Gestão de Pessoas no trabalho remoto.
Humanização
Mesmo com o distanciamento físico e com a adoção de soluções tecnológicas, faz parte da Gestão de Crise humanizar as relações de trabalho. Portanto, é preciso criar estratégias baseadas nas transformações ocorridas neste tempo, mas que priorizem a empatia e o respeito. A cultura da organização deve estar alinhada para receber e acolher todas as pessoas, entendendo que as diferenças podem gerar uma troca relevante de experiências para a empresa e ocasionar mudanças internas e externas, principalmente para o enfrentamento de momentos críticos. A união faz a força e a humanização também!
Aprendizado
Por último, é preciso aprender com os desafios e equívocos, utilizando-os como degrau para reestruturar a empresa quando o momento de crise passar. Mas o gerenciamento não pode parar, afinal, as mudanças continuarão a acontecer e o posicionamento da imagem de uma empresa também é construído em todas as suas fases, ou seja, acontece progressivamente. Portanto, a gestão pós-crise também é fundamental para a sobrevivência de qualquer organização.
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